quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quem sou eu?

Quantas vezes já não nos deparamos com esse tipo de pergunta? E como definir? Fazia tempo que eu não pensava nisso, mas eu assisti um episódio de um anime (Neon Genesis Evangelion) que me fez voltar a refletir nisso. Inclusive introduziu novos elementos para que eu pudesse pensar.
Sinceramente eu bem no início achei o anime bem bem fraquinho. Tipo, nada que me chamasse muito a atenção. Mas aí ele me ganhou nesse ponto reflexivo, em que muitas vezes me fez parar para pensar. 
"Para estabelecer minha identidade, preciso me comunicar com as mentes de muitas pessoas. Tenho que examinar o que está em meu núcleo. Tenho que olhar para a imagem do próximo que reside em minha mente." 
(Neon Genesis Evangelion - Ep. 25)
 Estaremos todos realmente interligados? Que todos temos vazios internos a serem preenchidos, isso é inquestionável. Temos a busca insaciável por algo que não temos bem certeza do que é. Corremos atrás de coisas que no momento parecem ser as mais adequadas, mas ninguém tem muito bem a certeza do que é esse algo a mais. Pode-se acreditar em diversas coisas ao longo da vida, sobre o que é a existência, sobre o que haverá depois, se é que há um depois, mas certeza é algo que ninguém tem. E quando eu falo em certeza, quero falar sobre provas concretas, como empiricamente sabermos que o mar é salgado (e em alguns momentos nem disso tenho certeza, mas isso é um assunto muito mais longo).
Depois de ouvir essa citação, fiquei um bom tempo pensando se para estabelecermos a nossa identidade realmente é necessário as outras pessoas. Tentei imaginar um mundo sem ninguém. Imaginando isso, perdemos o referencial, não sabemos o que é bom e o que é mau, não se sabe se alguém é egoísta, ou se é simpático, ou se é inteligente, ou se é bonito, ou se é feio, ou, ou, ou... perde-se o referencial. A comparação. Dizem que não devemos julgar as coisas, mas o ser humano não conhece outra maneira a não ser a comparação para existir. Sem o referencial, acredito que estaríamos perdidos.
E quando é dito que "tenho que olhar para a imagem do próximo que reside em minha mente", isso é pelo fato de que, se pensarmos em alguém (aqui denominarei pessoa X), ao existirmos e convivermos com X, criamos uma imagem a respeito de X. Se pedirmos para uma pessoa Y descrever X, essa descrição poderá ser completamente diferente da descrição que temos em nossa mente sobre essa mesma pessoa. Somos como espelhos, quebrados em pedaços. Cada pedaço não reflete a nós mesmos totalmente.
A imagem que outros têm de nós, é diferenciada da imagem que temos de nós mesmos. E mesmo os outros possuem imagens distintas de nós. Então surge o conflito: que eu sou? Quem é o meu verdadeiro eu?
Nem sempre teremos todas as respostas...

0 comentários:

Postar um comentário

What's your point?